sexta-feira, 1 de abril de 2011

O paradigma dominante segundo Boaventura de Sousa Santos

“O paradigma dominante”, trata-se do modelo de racionalidade herdado a partir do século XVI e consolidado no século XIX, sendo para Boaventura de Sousa Santos um modelo totalitário, no qual acreditava-se que poderíamos abarcar todos os conhecimentos a partir de um método rigorosamente científico. Como exemplo temos Descartes, que tinha no seu trajeto científico a extrema satisfação com o progresso na busca da verdade universal.
Pouco a pouco o estudo da natureza passa a ser voltada a sociedade, tendo assim uma emergência das ciências socias no século XIX. E acreditava-se que como foi possível descobrir as leis da natureza, seria igualmente possível descobrir as leis da sociedade. Porém, o que dificultava esse estudo é a subjetividade do comportamento humano, o qual, revestindo-se de complexa estrutura, não pode ser analisado e explicado da mesma maneira que é explicada a natureza.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Breve análise sobre a introdução da obra "Um discurso sobre as ciências na transição para uma ciência pós-moderna" de Boaventura de Sousa Santos

Boaventura de Sousa Santos, sociólogo português, foi o primeiro diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. É professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa e membro do Núcleo Democracia, Cidadania e Direito.
Na obra em estudo, Boaventura Santos apresenta sua perplexidade sobre o desenvolvimento da ciência do século XVI até o século XX, e suas dúvidas com relação ao progresso real dessa.
O autor faz referência a Rousseau, que partia de perguntas simples, na tentativa de encontrar a relação entre ciência e virtude, e o autor acredita que as pessoas deveriam formular perguntas simples como as crianças, para saber de fato a contribuição que a ciência terá na vida delas.